Os trabalhos mais recentes de Oscar Niemeyer, em oposição a seus trabalhos iniciais, caracterizam-se pela escala monumental, e são sempre ponto focal de polêmicas acirradas. A Passarela do Samba, primeira obra dessas proporções no Rio, veio substituir o tradicional monta-desmonta das arquibancadas para o carnaval. Além da passarela, o "Sambódromo" inclui escolas para 16 mil alunos, Museu do Carnaval e Praça da Apoteose, introduzida como inovação nos desfiles, com espaço para festivais e atividades culturais.


       A configuração peculiar do terreno interferiu no partido e na definição da implantação: de um lado da avenida foi implantado um longo bloco de camarotes e, do outro, as arquibancadas, separadas em seis blocos de 30m sobre pilotis para permitir ao povo acompanhar o desfile em toda sua extensão(na verdade, este espaço passou a ser ocupado por cadeiras, de comercialização garantida). O final da passarela se abre numa grande praça, a Apoteose, coroada com um arco que assinala o fecho da composição e sustenta o equipamento de som.


        O concreto, elemento fundamental na arquitetura de Niemeyer, foi adotado em elementos pré-fabricados, viabilizando prazos reduzidos de execução. No caso em questão, a obra foi inaugurada em princípios de março de 1985, depois de apenas 120 dias de construção. A pista de desfiles mede 50m x 700m, totalizando 35 mil m2.

       A Praça da Apoteose possui 300m de extensão e 24 mil m2 de área. As arquibancadas podem conter um máximo de 86 mil pessoas sentadas. A área total de construção atinge a 65 mil m2. A altura máxima das estruturas atinge 18m(altura de um prédio de seis andares). 10 mil pessoas são necessárias para mantê-la funcionando nos quatro dias de carnaval. 16 ruas são fechadas nessa ocasião.

        Quatro passarelas de pedestres são retiradas para passarem os carros alegóricos. Quatro meses de preparação são necessários para funcionar os quatro dias de carnaval. Os cabos elétricos para iluminação da pista atingem 17km se enfileirados. Foi calculista da obra o engenheiro José Carlos Sussekind.
Dirigiu a construção o engenheiro Luís Otávio Brizola. A construção foi executada sob consórcio de várias empresas, em especial a Mendes Júnior, Carioca, Erevan e Presidente.

 

Fonte: Miltom Teixeira

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